A majólica e o início da produção
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A majólica, nova técnica vinda de Itália que permite pintar directamente no azulejo vidrado, é introduzida na Península Ibérica nos finais do século XV pela mão do artista italiano Francisco Niculoso. Na altura sem grande impacto vai ganhar importância mais tarde, após o estabelecimento de artistas italianos na Flandres (Antuérpia) e em França. A criação de oficinas em Espanha e Portugal por ceramistas flamengos vai dar origem, a partir de meados do século XVI, à iniciativa de produção própria do azulejo, que era até então importado da Holanda e Itália.
Mas além da técnica, também o repertório formal vai ser importado e o gosto italiano da época renascentista de transição para o maneirismo funde-se com o estilo gráfico flamengo numa estética harmoniosa e de pincelada minuciosa. As composições passam a ser figurativas e, renunciando à estética islâmica como resultado do Concílio de Trento, vão-se adaptar e transpor para o azulejo cenas mitológicas, de alegorias, religiosas, guerreiras e satíricas presentes em gravuras estrangeiras. Vão ser usadas representações de elementos arquitectónicos na criação de ilusões espaciais (trompe-l’oeil, literalmente engana o olho) e a variada palete de elementos decorativos maneiristas ganha vida no painel de azulejo em Portugal (putti -anjinhos, grinaldas, medalhões, troféus, vasos, frutas e flores). Concorrendo com a pintura mural, o azulejo desta época é suporte para o traço erudito dos mestres do desenho e da pintura. Artistas portugueses a referir são Francisco de Matos e Marçal de Matos.
Roteiro
Quinta da Bacalhoa: exemplo de qualidade da estética renascentista italiana em Portugal com majólica de produção em oficina de Lisboa. Casa do Tanque: painéis de 1565 de temática religiosa e mitologia grega em tons suaves e harmoniosos, branco, amarelo e verde. Loggia: painéis alegóricos de cinco rios (Douro, Mondego, Nilo, Eufrates e Danúbio), alusão aos descobrimentos portugueses.
Capela de São Roque em Lisboa: inicialmente com ambas paredes laterais revestidas; somente lado inferior intacto após terramoto de Lisboa de 1755. Autoria de Francisco de Matos, 1584. Tons amarelo, azul e branco; variedade ornamental (folhas de acanto, flores, frutos, obeliscos, medalhões, ânforas, putti). Cena central destacada pelo uso de tons verdes e castanhos.
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