Da influência brasileira ao azulejo actual
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Painel de azulejos num edifício de Abrantes.Com as Invasões francesas, a corte portuguesa refugia-se no Brasil e o início do século XIX traz estagnação à produção de azulejo. Mas no Brasil o emprego do azulejo vai ter um desenvolvimento paralelo autónomo e, desde finais do século anterior, observa-se, especialmente ao norte do país, a aplicação do azulejo como revestimento total de fachadas de edifícios. Este fenómeno tem a sua principal origem nas condições climatéricas; o azulejo assume-se como elemento impermeável, protector contra chuvas intensas, possibilita simultaneamente o arrefecimento do interior por reflectir o calor. Estes revestimentos, inicialmente a branco, desenvolvem-se para padrões simples a duas cores.
Com a decadência das oficinas de Lisboa o fornecimento de azulejos para o Brasil é feito pela Inglaterra, França e Holanda. Mas rapidamente se reconhece que os gostos não são similares e a produção de azulejo em Portugal renasce para fazer frente às encomendas brasileiras.
Com o regresso de um grande número de portugueses ao território, o novo gosto brasileiro vai ser implementado em Portugal, principalmente na região do Porto, surgindo nesta altura as primeiras fachadas revestidas a azulejo suportadas pelos novos métodos de produção semi-industriais e industriais. Este hábito provoca diferentes reacções no território, por um lado é encarado como uma deturpação dos revestimentos que pertencem ao intimismo do interior da habitação – sendo mesmo utilizado o termo “casas de penico”-, por outro lado reconhece-se o seu potencial de valorização estética dos exteriores.
Palácio dos Azulejos, Campinas.Com a introdução da linguagem romântica em Portugal é dado um maior realce à produção de épocas anteriores, como se pode observar na obra de Luís Ferreira (conhecido também como Ferreira das Tabuletas), que combina os novos métodos com a temática do século anterior, ou de Jorge Colaço com ênfase no historicismo.
Entrando já no século XX são de referir Rafael Bordalo Pinheiro, com produções ecletistas com destaque para o enaltecimento histórico nacional, Paolo Ferreira e Jorge Barradas. Já a meados do século Júlio Resende, Júlio Pomar, Sá Nogueira, Maria Keil com diferentes projectos de valorização urbana, João Abel Manta, Eduardo Nery, entre outros.
Para preservar e estudar a azulejaria portuguesa foi criado o Museu Nacional do Azulejo.
Roteiro
Fábrica Sant'Anna em Lisboa ; Fábrica Viúva Lamego em Lisboa ; Fachadas de edifícios em Porto, Lisboa, Ovar ; Fachadas Arte Nova em Lisboa, Setúbal, Aveiro ; Fachadas Art Déco em Vila Franca de Xira ; Revestimento mural da Av. Calouste Gulbenkian em Lisboa ; Estações de Metro de Lisboa
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