Azulejo semi-industrial
Técnicas semi-industriais utilizadas a partir do século XIX como a estampilha ou estampagem (ver abaixo).
[editar] Por técnica de decoração
Azulejo aerografado (ou decoração ao terceiro fogo): pintura do azulejo através de um aerógrafo (pistola de jacto de tinta) em que estampilhas de zinco delimitam as áreas a pintar. Em Portugal a Fábrica de Sacavém empregou bastante esta técnica durante o período Art Déco.
Azulejo esgrafitado com arabescos, Meknes, Marrocos.Azulejo esgrafitado: técnica em que os elementos decorativos são “abertos” no vidrado raspando-se com um estilete até aparecer o biscoito (base do azulejo). As ranhuras que resultam deste processo podem ser preenchidas com betume ou cal da cor que se deseje.
Azulejo esponjado: aplicação da tinta através de uma esponja ou escova, em que o resultado se assemelha a uma superfície de pedra (rugosa). Com utilização a partir do século XVIII tem maior aplicação em rodapés e lances de escada.
Azulejo estampado (ou impressão a talhe doce): decoração da superfície vidrada através da utilização de uma estampa ou decalcomania.
Azulejo estampilhado: decoração da superície vidrada com trincha através da utilização de uma estampilha, uma peça de metal onde está recortado o motivo decorativo a pintar.
Decoração ao grande fogo: pintura sobre o vidrado remetida posteriormente a uma cozedura com temperaturas superiores a 800 °C.
Decoração ao fogo de mufla: pintura com cor sobre o biscoito (base do azulejo) ou vidrado submetida a uma cozedura com temperatura moderada.
[editar] Por tipo de decoração/temática
Albarrada com motivos florais em silhar na Casa dos Patudos, Alpiarça.Albarrada: motivo decorativo independente (século XVII) que pode ser repetido (século XVIII) e que consiste em ramos de flores em jarra, cesto, vaso ou taça com outros elementos figurativos a ladear (pássaros, crianças ou golfinhos). Caso seja repetido, por exemplo ao longo de um silhar, pode ter outros elementos a servir de divisão (arquitectónicos ou vegetalistas).
Alminhas: painel de azulejos de dimensões reduzidas, ou como elemento autónomo, com decoração alegórica representando as almas no purgatório. A base pode apresentar as iniciais P.N (Padre Nosso) ou A.V. (Ave Maria).
Atlante: figura escultórica masculina muito utilizada na antiguidade clássica em substituição do fuste numa coluna. É muito utilizado como motivo decorativo em painéis de azulejo nos séculos XVII e XVIII.
Azulejos enxaquetados: agrupamento de azulejos a formar uma malha geométrica em xadrez utilizando elementos alternados de cores diferentes. Também aplicado em Portugal no século XVI até meados do século XVII.
Azulejo de figura avulsa: em que cada azulejo representa uma composição isolada (flor, animal etc, ou até mesmo, descrição de cenas mais complexas). Em Portugal divulgou-se mais o género de figura simples a azul durante o século XVIII com elementos decorativos nos cantos a ajudar à união visual entre os vário azulejos. Colocados sobretudo em cozinhas e lances de escada encontram-se também aplicados à arquitectura religiosa e com temas populares durante o Estado Novo já no século XX. As composições mais complexas foram divulgadas através do azulejo holandês.
Azulejos de padrão com faixa no Paço de São Cipriano, Tabuadelo.Azulejos de padrão: azulejos em grupos de 2x2 até 12x12 que formam uma determinada composição e que, depois de repetidos várias vezes, formam um padrão (p.ex, azulejos de tapete).
Azulejo de tapete: azulejos em grande número, em revestimento parietal, que pela multiplicação de determinados modelos resulta num padrão polícromo. Pode ser rematado com frisos, barras ou cercaduras apresentando-se no seu conjunto total semelhante a um tapete.
Balaústre: colunelo (pequena coluna) usado como elemento arquitectónico em balaustradas e que se assume como motivo decorativo em azulejos do século XVIII de modo a criar efeitos espaciais ópticos.
Barra: Remate horizontal e vertical (p.ex. em painéis) compostos por duas ou mais filas de azulejos adjacentes com motivos decorativos variados. Com a mesma função a cercadura é composta por uma só fileira de azulejos. A faixa é composta por meios azulejos (peças rectangulares) e pode servir ou não de remate a um painel.
Cartela: motivo decorativo com apogeu no Barroco que serve de fundo a uma determinada imagem ou cena de modo a destacá-la dos elementos circundantes. Pode ter a forma de um pergaminho ou escudo em que os cantos enrolados ou decorações vegetalistas servem de moldura.
Figura de convite: característica dos séculos XVIII e XIX, esta figura representa uma pessoa (lacaio, dama, guerreiro etc) trajado a rigor e posicionado em locais de entrada de uma habitação nobre (átrio, patamar de escada etc.) em gesto de boas vindas, como que a receber as visitas que chegam. Símbolo do protocolo aristocrático, do poder e riqueza. Produzida em tamanho real com o contorno recortado e geralmente crescendo a partir de um silhar.
Painel historiado do cerco ao Castelo de Torres Novas, painel de Gil Pais, Torres Novas.Painéis historiados: painéis descritivos representando um determinado acontecimento ou cena histórica, religiosa, mitológica ou do quotidiano.
Silhar (alisar ou alizar): revestimento parietal longitudinal que se desenvolve a partir do chão e tem entre 10 a 12 azulejos de altura.
[editar] Termos relacionados
Alicer (ou tacelo): pequena peça de uma só cor utilizada, p. ex., como elemento em composições de alicatado.
Biscoito (ou chacota): denominação para a peça de azulejo que ainda só foi cozida uma vez, ou seja, antes de ser vidrada.
Trempe: pequeno tripé de suporte que permite a optimização do espaço dentro do forno pela possibilidade que oferece de empilhar azulejos.
Tardoz: lado do azulejo oposto ao vidrado que se aplica directamente no suporte de destino.
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